01/10/2012 11h56
AIDS. O que é? Quais seus sintomas e como evitar?

AIDS

Mais de 50 milhões de pessoas no mundo já foram infectadas pelo vírus HIV. Embora estivesse associada a homossexuais e usuários de drogas no começo dos anos 80, hoje a doença atinge homens e mulheres indiscriminadamente. Evitar a aids depende de você.

O QUE É?

A aids é uma doença que provoca a falência do sistema imunológico do indivíduo, ou seja, de suas defesas, impedindo que o organismo combata adequadamente os agentes causadores de enfermidades. O corpo humano fica, sujeito a infecções e a doenças tumorais que combateria facilmente se não houvesse a infecção pelo HIV.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Entre duas a seis semanas depois de um contato em que houve contaminação, o paciente pode manifestar sintomas como febre, dor de garganta, aumento de gânglios, entre outros. Embora esses sintomas apareçam em várias outras situações, quando acontecem no paciente infectado pelo HIV representam uma forma aguda de infecção. Essa fase pode passar despercebida pelo paciente e deve se resolver espontaneamente.

Após um longo período de tempo, que vai de dois a 20 anos (em média dez anos), podem surgir outros sintomas decorrentes da doença oportunista que surge devido à falência imunológica. Assim esses sintomas são muito e não são exclusivos da infecção pelo HIV, pois podem aparecer em outras situações. Os sintomas mais comuns são: diarréia crônica, febre e sudorese, aparecimento da candidíase oral (sapinho), problemas de pele, pneumonia por Pneumocystis Jiroveci e emagrecimento exagerado. A manifestação desse conjunto de sintomas significa que o sistema imunológico do paciente já foi comprometido pelo vírus.

É POSSÍVEL QUE UMA PESSOA CONTAMINADA NÃO TENHA SINTOMAS?

Sim. Um indivíduo soropositivo pode conviver com o HIV sem manifestar sintomas importantes por cerca de 10 anos, em média, embora esse período varie muito de uma pessoa para outra.

QUAIS SÃO AS VIAS DE TRANSMISSÃO DA AIDS?

O HIV não é transmitido pelo contato casual, como compartilhar utensílios domésticos, usar o mesmo banheiro, beijar e abraçar: Só existem quatro vias de transmissão:

  • Sexual (relações anais, vaginais e orais);
  • Intravenosa (compartilhamento de seringas de drogas, por exemplo);
  • Perinatal (transmissão da gestante para o filho);
  • Contato com sangue (em acidentes de trabalho ou em uma transfusão de sangue, por exemplo).

QUAL É A VIA DE TRANSMISSÃO QUE MAIS FAZ VÍTIMAS DA AIDS?

Atualmente, a maioria dos casos de aids ocorre devido a relações homossexuais masculinas e heterossexuais, desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. Uma parte considerável ainda ocorre pelo uso de drogas endovenosas.

QUER DIZER QUE A AIDS NÃO ATINGE APENAS HOMOSSEXUAIS E USUÁRIOS DE DROGAS?

Não. A transmissão não está ligada ao tipo de parceiro sexual e sim ao número de parceiros diferentes e ao fato de se proteger ou não. É claro que as pessoas que têm muitos parceiros estão mais expostas ao HIV. A troca frequente de parceiros sexuais e a resistência ao uso do preservativo fizeram com que a incidência da doença entre os heterossexuais aumentasse muito.

Para se ter uma idéia, só em São Paulo, a aids é a primeira causa de morte entre mulheres de 15 a 44 anos. Com isso, igualmente cresce o número de crianças que já nascem infectadas. Caso não se tomem medidas preventivas, milhões de bebês poderão ser contaminados pela via perinatal ao longo dos próximos anos.

COMO EVITAR?

O uso de preservativo em qualquer relação sexual é o meio mais eficiente. Reduzir as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como sífilis, gonorréia e clamídia, também vem se mostrando uma medida relevante.

Isso ocorre porque as DSTs quebram as defesas naturais que a região genital possui, favorecendo a contaminação pelo HIV. Não compartilhar seringas é outra atitude preventiva, mas é específica para usuários de drogas injetáveis.

DÁ PARA IMPEDIR QUE O FILHO DE UMA PORTADORA DO HIV VENHA A NASCER CONTAMINADO PELO VÍRUS?

É possível reduzir para menos de 2% o risco do bebê nascer contaminado pelo HIV se a gestante realizar o pré-natal com uma equipe especializada de obstetra e infectologista, aderindo a um tratamento com medicamentos anti-retrovirais, que impedem a replicação do HIV no organismo. Por conta disso, a aids em recém-nascidos está sendo erradicada nos países desenvolvidos, assim como no Brasil, o que revela a importância de toda mulher fazer o teste de HIV no pré-natal.